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Battleship: A Batalha dos Mares

Misture Transformers, Skyline: A invasão, Mestre dos Mares, e um pouco de Pearl Harbor e pronto: você não precisa nem ir ao cinema para assistir o filme "Battleship: A Batalha dos Mares".

Não em leve a mal, não estou dizendo que o filem é ruim. Battleship é um filme de ação bem feito, com várias cenas muito boas e vários efeitos visuais e sonoros que nos prendem na cadeira. O herói do filme é um oficial meio cagão que faz tudo errado, mas é obrigado a liderar o único navio que pode impedir um bando de alienígenas de invadir a Terra. Dizem até que a cantora Rihanna participou do filme - mas ela não fez nenhuma diferença. Mas é o típico filme de patriotismo americano, com direito a muita babação de ovo e o tradicional discurso exaltado antes dos EUA salvarem o mundo.

O PlayArte Plaza Sul é um bom cinema, foi reformado há pouco tempo e as salas são boas. O único problema é que, se o seu filme acabar depois das 22h, você vai sofrer um poucado para conseguir tirar o carro do estacionamento. Depois que os caixas já estão fechados, a saída é gratuita, mas a custo de uma verdadeira via sacra, pois as chancelas não abrem automaticamente e você tem que esperar um fincionário aparecer para liberar automaticamente (às vezes eles respondem o interfone que fica na saída do estacionamento, mas nem sempre isto acontece). Já peguei sessão durante a madrugada (começando após as 23h e terminando após a 1 da manhã) três vezes e, em todas elas, foi um sofrimento conseguir sair do shopping - mas pelo menos não tive que pagar o estacionamento).




Resumo
Título em Português Battleship: A Batalha dos Mares
Título original Battleship
Página do Filme Site Oficial, AdoroCinema.com, IMDb
Categoria Ação
Sinopse Um bando de ETs que pensam que são os Transformers resolvem invadir a Terra.
Atores principais O navio e seu vovô, que tem que impedir, sozinhos, uma invasão de alienígenas.
Cinema PlayArte Plaza Sul
Sala Ótima, limpa e confortável.
Pipoca Boa. Pena que não tem pimenta em saquinhos.
Opinião Típico filme americanóide e patriótico. Vale pela diversão.

Habemus Papam

O filme Habemus Papam é uma comédia dramática que tinha tudo para dar certo, pois parte de uma ótima idéia que poderia dar margem a muitas situações cômicas: um cardeal, logo após ser escolhido Papa, surta e tem medo de assumir o cargo, deixando todo mundo desesperado sem saber se ele vai ou não assumir o cargo. O trailer dá a impressão que o filme é bem legal.




Mas, no final das contas, a comédia vira um drama para os espectadores: o filme não consegue evoluir nem nas situações cômicas nem nas dramáticas, e acaba patinando o tempo todo, com poucas situações levemente engraçadas e um final mais sem graça ainda. Boas idéias não faltaram no decorrer do roteiro, mas foram totalmente desperdiçadas: como o psicólogo ateu contratado para ajudar o novo Papa, os cardeais obrigados a ficar na clausura aguardando o novo Papa tomar coragem de fazer seu discurso inaugural, a fuga do Papa e nem mesmo a multidão desesperada aguardando o discurso foi utilizada para trazer um pouco mais de comédia ou drama para a história.

Este filme me lembrou o filme nacional "Deus é Brasileiro", que também partiu de uma idéia legal (e também relacionado a religião) mas fica patinando o tempo todo, sem aproveitar o potencial cômico da história.

Para aumentar a frustração, assisti o filme no Playarte Lumiére, um cinema pequeno e antigo no Itaim Bibi, aonde as poltronas são desconfortáveis - bem no estilão quadradão e pouco anatômico das poltronas dos cinemas antigos.


Resumo
Título em Português Habemus Papam
Título em Inglês We Have a Pope
Título original Habemus Papam
Página do Filme Site oficial, IMDb
Categoria Comédia Dramática
Sinopse O novo Papa sofre um ataque de pânico logo após ser escolhido e, no final das contas, quem paga o pato é o espectador.
Atores principais O papa, os cardeais que não entendem nada, o psicólogo perdidão, a multidão na Praça de São Pedro.
Cinema Playarte Lumiére
Sala Ruim, pouco confortável.
Opinião Frustrante. Um filme que não consegue decolar e que serve nem para a sessão da tarde.

Jogos Vorazes

O filme conta a história de uma sociedade fictícia, no futuro, aonde todo ano dois jovens representando cada um dos vários distritos existentes tem que lutar entre si e somente um deve sair vivo. O vencedor vira herói e garante uma vida melhor para os habitantes de seu distrito.



Na prática, o Jogos Vorazes é uma mistura das Crônicas de Nárnia com o seriado Crepúsculo: uma garota fica dividida entre dois amores (um real e outro pseudo-fictício) e é obrigada a lutar no meio da floresta e matar todo mundo a sua volta com espadas, flechas, etc. A capital do país fictício parece a Terra da Lady Gaga: todo mundo se veste como se fosse clones mal-feitos da Lady Gaga. Bizarro.

Uma amiga que leu o livro disse que a história contém uma crítica social forte e momentos dramáticos durante a luta dos jovens pela sobrevivência. Mas me pareceu que o filme passou batido por essas críticas e detalhes mais radicais da história e focou principalmente em destacar a personagem principal e encher os atores com figurinos que sobraram da última turne da Lady Gaga.

A maior decepção ficou por conta da sala de cinema: eu e meus amigos pegamos uma sessão no sábado próximo a meia-noite no Playarte Bristol. O cinema estava vazio, mas mesmo assim, a sala estava imunda, com sacos de pipoca saindo pelas latas de lixo. A sala (sala 4) é pequena e com com poltronas antigas, desconfortáveis. A sala estava em reforma, e talvez por isso não tinha ninguém controlando a entrada no cinema: se alguém tentasse, facilmente entraria na sala sem precisar comprar o ingresso.



Resumo
Título em Português Jogos Vorazes
Título original The Hunger Games
Página do Filme IMDb, Adorocinema.com
Categoria Ação.
Sinopse Nárnia misturado com Crepúsculo, na Terra da Lady Gaga.
Atores principais O trio romântico do filme e os clones da Lady Gaga.
Cinema Playarte Bristol
Sala Ruim, pouco confortável, imundo.
Pipoca Razoável. Fria.
Opinião Ótimo filme para a sessão da tarde.