Zumbis estão na moda. Então, porque não fazer uma comédia romântica adolescente com um zumbi?
Boa parte do filme é mostrada em primeira pessoa, pelo zumbi que é o personagem principal. Imagine um Zumbi que, embora esteja em estado de morto-vivo, tem total consciência do seu estado e suas limitações, embora nada possa fazer quanto a isso. Esse é o pano de fundo desta comédia romântica, em que de repente o zumbi vê uma garota e se apaixona. E este amor pode causar mudanças nele e, quem sabe, no mundo apocalíptico em que eles vivem.
A história é um pouco banal, mas é repleta de comentários engraçados, em geral quando o personagem principal reflete sobre o seu estado de zumbi. Não chega a ser hilário, mas o resultado final é um filme bem leve e divertido. A propósito, o site oficial do filme é bem caprichado e a trilha sonora é sensacional.
De repende, você é um Zumbi, que não consegue fazer nada além de grunir e andar a procura de comida. Sequer lembra o seu nome. Será que você poderia se apaixonar por uma comida humana? E será que este amor poderia te transformar em algo mais humano?
Não se assustem, estou tirando o atraso dos meus posts sobre o filmes que assisti no ano passado.
Refilmagem do "clássico" dos anos 90 que tinha o Arnold Schwarzenegger como ator principal, canastrão como nunca. Mas não se engane, eu não considero o filme original um "clássico" por ele ser bom... apesar de ele ter uma ou outra cena antológica e um enredo bem pensado (mas que poderia ser um pouco melhor trabalhado), o filme dos anos 90 tem efeitos especiais toscos e interpretação abaixo do desejado. Por exemplo, os carros "do futuro" parecem um Fiat 147 de papelão movido a pilha, com um "piloto automático" vergonhoso.
Mas um dos poucos momentos visionários do filme de 1990 foi exatamente quando o personagem principal do Schwarzenegger embarca em um vôo entre a Terra e Marte e, no espaçoporto, ele tem que passar por um raio-X gigante, que escaneia todo mundo que vai passando. Isso lembra os aeroportos de hoje em dia...
É impossível falar do filme de 2012 sem comparar com o filme anterior. A história é muito parecida: um "homem normal" vivendo uma vidinha simples e sem perspectivas resolve implantar uma memória artificial de uma vida de revolucionário e acaba descobrindo que é, na verdade, um líder rebelde que teve sua memória apagada. A partir deste momento, começa uma perseguição sem fim. Em ambos os filmes, há espaço para trabalhar bem esta confusão entre o mundo real e imaginário, mas nos dois casos esta oportunidade foi desperdiçada.
No filme de 90, a Terra mantinha uma colônia em Marte, que buscava melhores condições de vida e sua independência. No filme atual, a história passa em uma Terra pós-guerra quimica em que só restaram uma área mais civilizada na Inglaterra e uma colônia na Austrália. No filme de 90, o transporte entre estes dois lugares antagônicos era feito por naves espaciais, e no filme de 2012 por um mega-elevador expresso através de um túnel que cruza o centro da terra. Peraí, é isso mesmo: esqueça suas aulas de geografia na pré-escola aonde te disseram que o centro da Terra é uma espécie de massa quente e derretida sobre a qual os continentes flutuam como uma grande "casca". É tudo mentira e podemos cruzar o planeta se cavarmos um túnel que liga os dois lados!!
Enfim, o filme segue a receita de seu antecessor: uma história de ação com alguns furos e não totalmente explorada, uma visão de futuro um pouco furada, mas que serve para divertir um pouco. No filme atual, há até algumas cenas de ação bem empolgantes e o mundo futurista é bem construído... O interessante é que este é um dos poucos filmes futuristas da atualidade que não faz de conta que todas as telas e celulares serão uma simples película transparente - algo que já está bem batido desde Avatar (mas de certa forma debutou em Minority Report). Mas, talvez pela história ser conhecida, e não ter conseguido engolir o tal do elevador, não achei este filme muito sensacional.
De repende, você descobre que é um lider rebelde e a polícia começa a ir atrás de você. E sua mulher é uma agente que tenta te matar de qualquer jeito.
Não em leve a mal, não estou dizendo que o filem é ruim. Battleship é um filme de ação bem feito, com várias cenas muito boas e vários efeitos visuais e sonoros que nos prendem na cadeira. O herói do filme é um oficial meio cagão que faz tudo errado, mas é obrigado a liderar o único navio que pode impedir um bando de alienígenas de invadir a Terra. Dizem até que a cantora Rihanna participou do filme - mas ela não fez nenhuma diferença. Mas é o típico filme de patriotismo americano, com direito a muita babação de ovo e o tradicional discurso exaltado antes dos EUA salvarem o mundo.
O PlayArte Plaza Sul é um bom cinema, foi reformado há pouco tempo e as salas são boas. O único problema é que, se o seu filme acabar depois das 22h, você vai sofrer um poucado para conseguir tirar o carro do estacionamento. Depois que os caixas já estão fechados, a saída é gratuita, mas a custo de uma verdadeira via sacra, pois as chancelas não abrem automaticamente e você tem que esperar um fincionário aparecer para liberar automaticamente (às vezes eles respondem o interfone que fica na saída do estacionamento, mas nem sempre isto acontece). Já peguei sessão durante a madrugada (começando após as 23h e terminando após a 1 da manhã) três vezes e, em todas elas, foi um sofrimento conseguir sair do shopping - mas pelo menos não tive que pagar o estacionamento).
O filme conta a história de uma sociedade fictícia, no futuro, aonde todo ano dois jovens representando cada um dos vários distritos existentes tem que lutar entre si e somente um deve sair vivo. O vencedor vira herói e garante uma vida melhor para os habitantes de seu distrito.
Na prática, o Jogos Vorazes é uma mistura das Crônicas de Nárnia com o seriado Crepúsculo: uma garota fica dividida entre dois amores (um real e outro pseudo-fictício) e é obrigada a lutar no meio da floresta e matar todo mundo a sua volta com espadas, flechas, etc. A capital do país fictício parece a Terra da Lady Gaga: todo mundo se veste como se fosse clones mal-feitos da Lady Gaga. Bizarro.
Uma amiga que leu o livro disse que a história contém uma crítica social forte e momentos dramáticos durante a luta dos jovens pela sobrevivência. Mas me pareceu que o filme passou batido por essas críticas e detalhes mais radicais da história e focou principalmente em destacar a personagem principal e encher os atores com figurinos que sobraram da última turne da Lady Gaga.
A maior decepção ficou por conta da sala de cinema: eu e meus amigos pegamos uma sessão no sábado próximo a meia-noite no Playarte Bristol. O cinema estava vazio, mas mesmo assim, a sala estava imunda, com sacos de pipoca saindo pelas latas de lixo. A sala (sala 4) é pequena e com com poltronas antigas, desconfortáveis. A sala estava em reforma, e talvez por isso não tinha ninguém controlando a entrada no cinema: se alguém tentasse, facilmente entraria na sala sem precisar comprar o ingresso.